O mercado de trabalho atravessa uma transformação significativa. Se há alguns anos o salário era o principal argumento para atrair profissionais, hoje fatores como qualidade de vida, equilíbrio entre rotina pessoal e profissional e senso de propósito determinam a decisão de aceitar ou não uma proposta. As novas gerações procuram organizações que vão além dos benefícios tradicionais: desejam transparência, autonomia e caminhos reais de evolução.
Renata Freires, CEO da RHF Talentos e especialista em gestão de pessoas, afirma que essa mudança de prioridades exige uma postura mais estratégica das empresas. Segundo ela, muitos processos seletivos fracassam porque a experiência oferecida ao candidato não acompanha a nova realidade do trabalho.
Entre os principais erros cometidos pelas organizações, Freires aponta cinco fatores recorrentes.
O primeiro é a rigidez. A resistência ao trabalho remoto ou híbrido afasta profissionais já nas etapas iniciais. “Flexibilidade não é um extra, tornou-se um pré-requisito”, afirma.
Outro fator é a falta de transparência nas vagas. Quando as descrições dos cargos são genéricas ou omitem informações essenciais como responsabilidades, faixa salarial ou objetivos do posto os candidatos tendem a perder o interesse.
Ela também chama atenção para os processos seletivos burocráticos e demorados. Muitos profissionais desistem no meio do caminho por falta de clareza, excesso de etapas e longos períodos de espera, o que impacta negativamente a imagem da empresa.
A inexistência de perspectivas de crescimento é outro ponto crítico. Sem a visão de futuro dentro da organização, a vaga se torna apenas uma solução temporária.
Por último, Freires destaca o peso da cultura organizacional. Ambientes que não cumprem o que anunciam, reproduzem práticas tóxicas ou reforçam incoerências entre discurso e ação se tornam rapidamente rejeitados pelos candidatos.
Para a executiva, a chave para o recrutamento moderno é a capacidade de rever práticas e se adaptar. Empresas que tratam pessoas com respeito, que comunicam com transparência e que oferecem coerência entre discurso e prática conquistam maior engajamento e fortalecem sua reputação no mercado.
Sob a liderança de Renata Freires, a RHF Talentos tem apoiado organizações na transição para processos mais humanizados e alinhados às expectativas atuais dos profissionais.

