ELA SOBREVIVEU AO CÂNCER E HOJE É EXEMPLO | RHF TALK | EP#04

Breve resumo:

No episódio especial do RHF Talk em comemoração ao Dia das Mães, Renata Freires e Elis recebem Flávia Estaves Correia, uma amiga de longa data e dona de uma trajetória marcante, repleta de desafios, recomeços e fé. A conversa, profunda e emocionante, percorre desde sua maternidade precoce até sua atual fase de reinvenção profissional e pessoal.

Maternidade, coragem e descobertas

Flávia foi mãe aos 18 anos, e logo enfrentou seu primeiro grande desafio: cuidar da filha Lara, diagnosticada com leucemia ainda na infância. Foram sete anos praticamente dentro do hospital, vivendo uma rotina dura que a moldou como mulher e mãe. Depois do tratamento, decidiu retomar seus sonhos, ingressou na gastronomia e acabou entrando no universo de eventos e confeitaria. Seu talento, dedicação extrema e capacidade de aprender rapidamente deram origem à empresa Doces Momentos, que se tornou referência em Curitiba.

O sucesso, porém, veio acompanhado de um preço alto: jornadas de 20 horas, falta de equilíbrio e uma fusão entre vida pessoal e profissional que levou a desgastes profundos, crises, divórcio e à decadência do negócio. Mesmo assim, Flávia continuou buscando forças para se reerguer e cuidar dos filhos, sempre com coragem.

Amor, fé e reconstrução

A virada emocional aconteceu quando conheceu Eduardo, hoje seu marido. Foi ele quem trouxe leveza, parceria e ensinou um novo olhar sobre equilíbrio. Mas, um ano depois, veio outro terremoto: o diagnóstico de linfoma, seguido por anos de tratamento árduo, internações, limitações físicas e a volta do câncer em uma forma ainda mais agressiva. A fé, o apoio dos filhos e do marido e a força de sua rede foram essenciais para atravessar esse período — que também trouxe perdas, como a interrupção definitiva de sua carreira na confeitaria e a dor de uma gestação interrompida na pandemia.

Após enfrentar o luto e buscar novas respostas, Flávia reencontrou um sonho antigo: o Direito. Fez vestibular em segredo, conseguiu bolsa, entrou numa sala cheia de jovens e se reinventou. Hoje, aos 44 anos, vive a alegria de estudar novamente, debater com os filhos, encontrar propósito no conhecimento e construir uma nova história.