A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA É BANALIZADA? A FERIDA INVISÍVEL QUE MUITA GENTE IGNORA | RHF TALK | EP#016

Breve resumo:

No novo episódio do RHF Talk, Renata Freires e Elis recebem Paula Telinski, empresária do ramo de moda personalizada, mãe atípica e criadora de conteúdo que transformou a própria história em fonte de força e inspiração para outras mulheres. Em um papo profundo e extremamente humano, Paula revisita sua trajetória marcada por recomeços, desafios, descobertas sobre o autismo do filho e a superação de um relacionamento abusivo que deixou marcas, mas também abriu caminhos para cura e consciência.

A maternidade atípica e o despertar para o autocuidado

Paula conta como foi chegar a Curitiba apenas com a coragem e os dois filhos, Brian e Benício. O diagnóstico tardio do autismo do caçula trouxe anos de incertezas, idas e vindas a profissionais que não conseguiam fechar o laudo. Ela descreve a impotência que muitas mães atípicas enfrentam e destaca a falta de preparo das escolas — inclusive relatando um episódio grave de capacitismo cometido por uma tutora. Essa vivência reforçou ainda mais a importância do autocuidado e da saúde emocional para conseguir acolher e orientar os filhos.

Violência invisível e a reconstrução possível

Com muita coragem, Paula abre detalhes do relacionamento abusivo que viveu durante a pandemia — um período marcado por violência psicológica, estelionato afetivo e exposição íntima. Ela denuncia, enfrenta o processo judicial há quase quatro anos e explica como a revitimização e a morosidade do sistema são parte da violência. A dor, porém, virou combustível: hoje ela usa sua história para alertar e fortalecer outras mulheres que ainda não conseguem enxergar o abuso ou não se sentem prontas para sair dele.

Autoconhecimento, redes de apoio e uma nova vida

Ao longo da conversa, Paula reforça a importância de reconhecer limites, buscar ajuda profissional e construir uma rotina que priorize saúde, autoestima e qualidade de vida. Entre dança, musculação, terapia e escolhas conscientes, ela encontrou equilíbrio e recuperou o prazer de viver. Também fala sobre maternidade solo, independência emocional e o valor de permitir-se ter momentos só para si — algo que muitas mulheres ignoram após uma separação.

O episódio deixa uma mensagem poderosa: autoconhecimento é proteção, e empoderamento não é sobre confronto — é sobre liberdade para escolher o que faz bem.